» » » Visitantes do Hopi Hari reclamam de prejuízos com compra de ingressos após anúncio de fechamento do parque

Parque Hopi Hari é fechado em uma sexta-feira (Foto: Paulo Gonçalves / EPTV)


A pós o parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo (SP), anunciar a suspensão das atividades temporariamente, os visitantes que ainda não sabiam do fechamento foram ao complexo na manhã deste sábado e ficaram revoltados. Uma das faixas da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) que dá acesso ao local foi interditada pelos funcionários. O anúncio do fechamento foi feito na sexta-feira (12).

Parte dos clientes que compraram ingresso para o parque é de outras cidades e teve despesas com combustível, pedágio e até hotel. A publicitária Thaís Piveto afirmou que chegou a imprimir o voucher do ingresso no site e não foi avisada sobre o fechamento. “Vou fazer um boletim de ocorrência e procurar meus direitos”, disse. 

Já a estudante Isabela Santos explicou que foi orientada a entrar no site oficial do Hopi Hari para ter informações sobre o reembolso do dinheiro.
Parque fechado
Em uma reunião com a direção do parque nesta tarde, os funcionários foram informados que terão uma licença remunerada de um mês. O estabelecimento enfrenta uma grave crise financeira desde 2012. A suspensão das atividades foi anunciada por meio de nota. No documento, o presidente do parque afirmou que a pausa é para “respirar e voltar à luta”. No entanto, não menciona prazo para reabertura. 

A presidência ainda relacionou a interrupção das atividades com a cobertura feita pela imprensa, que noticiou recentemente a grave crise enfrentada pelo parque, que, inclusive, estava funcionando à base de gerador por falta de pagamento à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). 

O parque já tinha limitado os horários de funcionamento, se restringindo ao fim de semana - sexta, sábado e domingo -, mas mantinha a venda de ingressos no site oficial. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Parques de Diversão (Sindiversão), desde fevereiro os funcionários estão sem receber os salários e muitos nem possuem registro. 

Na sexta-feira, a entidade informou que não foi notificada oficialmente do fechamento do parque e disse que tem tentado fazer contato com a diretoria da atração, mas sem sucesso. 



Visitantes encontraram o parque fechado neste sábado (Foto: Reprodução/EPTV)



Site não vende ingressos
O site oficial do parque está operando normalmente com o anúncio de atrações para o Dia das Mães e o endereço para a compra de passaporte para usufruir das atividades. No entanto, ao tentar adquirir um ingresso, o interessado é informado que "no momento não temos produtos disponíveis nesta categoria!"
Crise no Hopi Hari
No dia 29 de abril, o novo presidente do parque, José Luiz Abdalla, disse que como o estabelecimento mudou de gestão passava por um período de transição e que o estabelecimento estava em fase de reestruturação. 

Ele disse também que estava tomando todas as providências para garantir o funcionamento do estabelecimento comercial. 

No ano passado, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial feito pelo parque de diversões. A solicitação é uma tentativa da empresa de se reorganizar para pagar as dívidas e evitar a falência.


Morte no parque

Em janeiro, a Justiça condenou três funcionários do parque de diversões Hopi Hari pela morte da estudante Gabriela Yukari Nichimura em fevereiro de 2012. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), os réus receberam a sentença de 2 anos e 8 meses de prisão no processo por homícidio culposo, mas o juiz reverteu a pena para prestação de serviços à uma comunidade e pagamento de um salário mínimo para uma entidade social. 

Segundo a nota oficial do TJ-SP, outros cinco funcionários foram absolvidos. De acordo com o promotor do caso, Rogério Sanches, o processo foi desmembrado e a condenação publicada abrange apenas os que trabalhavam na operação e manutenção do brinquedo que a adolescente caiu. 

Os outros quatro réus são ex-diretores e o ex-presidente do parque Armando Pereira Filho, que havia sido excluído do julgamento, mas voltou ao processo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles não têm prazo para serem julgados. O Ministério Público disse na época que ia recorrer da absolvição de quatro funcionários.
Recuperação judicial

Em outubro do ano passado, a Justiça aprovou o pedido de recuperação judicial feito pelo parque de diversões Hopi Hari. A solicitação é uma tentativa de se organizar para pagar as dívidas e evitar a falência. Junto com a decisão, foi determinado também o congelamento das ações e execuções contra o estabelecimento por seis meses, exceto as que demandam quantias ilíquidas, fiscais e ações trabalhistas.
Em agosto, a empresa entrou com o pedido para evitar a falência do empreendimento e tentar conseguir investidores para pagar uma dívida de R$ 330 milhões com credores. Na época, o advogado do parque, Daltro Borges, afirmou que pelo menos 50% da dívida do local era com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, por isso, sem a recuperação judicial, ficaria impossível ter acesso às linhas de crédito e o grupo seria obrigado a decretar falência.
Fonte: Portal G1

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