» » » Cadelinha que recebeu doação de sangue hoje alegra hospital em SC


Mayla e Luciana durante visita natalina a hospital na quarta-feira (21) (Foto: Fernando Gonzaga/Hsan)

Natal de 2014: Com apenas 40 dias de vida, a vira-latas Mayla (meio labrador, meio pastor) é dada de presente à assistente social Luciana Correia, que havia perdido naquele dia seu cachorro Pit. Sem as vacinas básicas, a cadelinha logo fica doente e é internada. Chega a ficar na UTI e precisa receber uma transfusão de sangue.

Natal de 2016: Aos 2 anos, Mayla faz visitas ao setor pediátrico do Hospital Santo Antonio, em Blumenau, no Vale, e por onde passa arranca risadas e recebe afagos. Mascote do programa Defesa Civil na escola, tem bastante experiência com os pequenos. Saudável, nem de longe lembra a cachorrinha debilitada de dois anos atrás.

A existência de Mayla parece até roteiro de cinema, certo? Mas a fofura não acaba por aí: para que a segunda fase de sua vida existisse, ela contou lá atrás com a ajuda de Duda, uma outra vira-latas que não teve medo da agulha e doou sangue para que Mayla pudesse ficar boa.

Mayla na época em que ficou internada, há dois anos (Foto: Luciana Correia/Arquivo Pessoal)


"Ganhei a Mayla de uma amiga que tinha um sítio. Eu a recebi com 40 dias e, como ela ainda não tinha as principais vacinas, pegou uma doença grave chamada parvovirose. Ficou internada e teve que passar duas semanas na UTI. No último dia, precisou de uma transfusão de sangue", conta a dona, a assistente social Luciana Correia.

Naquela madrugada, três cachorros foram levados à clínica. E é aí que Duda entra na história. "Meu marido já havia trabalhado no hospital veterinário, conhecia o trabalho de coleta de sangue", conta a dona da doadora, a empresária Monica Oliveira, proprietária de uma espaço que atende cães de grande porte.
"Uma das cachorras que levei se assustou com a agulha, mas com a Duda a gente conseguiu. Ela não teve medo, ficou bem tranquilinha", lembra Mônica. Aquela foi a primeira de muitas doações feitas por Duda.


Recuperação
A transfusão deu certo, e logo Mayla voltou para a casa de Luciana. A cadelinha ficou tão bem que começou a fazer bagunça: furou a piscina de plástico de 16 mil litros que a dona havia comprado, acabou com o sofá da churrasqueira... A solução foi colocar Mayla nas aulas de adestramento, aos quatro meses.

E é a partir daí que Mayla começa sua "carreira" de mascote na Defesa Civil municipal. Luciana, que trabalha há 25 anos na prefeitura de Blumenau, conta que a ideia de incluir a cadelinha em programas de prevenção surgiu quando o antigo chefe da Defesa Civil municipal passou um fim de semana em sua casa, na companhia de Mayla. "O Telmo gostava muito de cachorro e estava com câncer", lembra.

Telmo morreu pouco tempo depois, antes de ver Mayla em ação, mas o projeto foi adiante e a cachorrinha passou a visitar escolas. "A gente quer tornar as comunidades mais seguras a partir das crianças", explica Luciana, idealizadora do programa Defesa Civil na Escola.

Mayla começou a fazer visitas a pacientes do Hospital Santo Antonio, de Blumenau (Foto: Michele Lamin/Divulgação)


Outra função de Mayla é despertar na população a consciência de não abandonar os animais ao sair de áreas de risco. "Temos na cidade o histórico de 92 inundações, e muita gente deixa os animais para trás".
Neste mês de dezembro, Mayla fez duas visitas ao Hospital Santo Antonio, dentro de um outro projeto, o Toninho Pet. Na última delas, na quarta-feira (21), estava vestida de papai noel e encantou as crianças. "Ela deu um show", diz Luciana.

Segundo a psicóloga Charlene Tomé, que atua na unidade, a presença de um animal humaniza o ambiente hospitalar. "Traz a diminuição do sofrimento da internação, do estresse. Traz oportunidades de interação social, estimula o fortalecimento dos vínculos, dá autonomia ao paciente e diminui o período de internação", diz a psicóloga. "É um projeto que veio para ficar".


Encontro com doadora
Há poucos dias, Mayla finalmente conheceu Duda, sua doadora de sangue. As cadelinhas se encontraram em um evento para celebrar as doações. "Foi bem legal", diz Mônica, a dona de Duda. Além dela, pelo menos outros 40 cães que frequentam seu centro de tratamento estão cadastrados como doadores. "A gente se tornou parceiro pra conseguir cães de grande porte para doações", explica.

As coletas são feitas no Hospital Clínica Veterinária Blumenau (HCVB), que mantém um dos únicos bancos de sangue animal do estado. Para um animal doar sangue, é preciso observar algumas exigências, explica o diretor da unidade, o veterinário Gilmar de Oliveira. "O animal precisa ter acima de 1 ano e meio e menos de 8 anos, e também pesar mais de 25 quilos".

Além disso, todos os animais passam por uma triagem para que a transfusão ocorra sem riscos para o receptor. "É feito um hemograma e vários exames para saber se o animal não tem doenças que são transmitidas pelo sangue, como a leishmaniose", diz o diretor. É preciso respeitar um intervalo de dois meses entre uma doação e outra.

Mais informações sobre doações de sangue podem ser obtidas com o hospital ou com o espaço Certatitude.


Futura doadora
O hospital tem atualmente cerca de 60 animais cadastrados como doadores. "Além de fazer uma boa ação e salvar vidas, o que é muito gratificante, o doador tem a vantagem de estar sempre com a saúde monitorada", lembra o veterinário.

E é este o próximo passo de Mayla. "Ela ainda tem só 23 kg, quando alcançar os 25 kg, com certeza vai ser doadora", garante Luciana.


Fonte: Portal G1

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