» » » Arquiteto volta dos EUA, cria abrigo e resgata 200 cães: 'pego como filhos'

No abrigo em petrópolis, animais ficam livres no
sítio e podem brincar (Foto: Reprodução / Inter TV)
Um  arquiteto de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, transformou um sítio no distrito de Pedro do Rio em um espaçoso abrigo, que hoje atende a 200 cães que foram abandonados ou vítimas de maus-tratos. Guilherme Agnew voltou dos Estados Unidos em 2004, pegou o primeiro cachorro na rua, que está com ele até hoje, e não parou mais de ajudar. Em 2012 fundou a Dogs Heaven, entidade filantrópica registrada e custeada, em sua maior parte, pelo o que Guilherme recebe como arquiteto.

"As doações não chegam a 15% do que eu gasto. São 200 cães, uma tonelada e meia de ração por mês, funcionários, veterinários... tenho tudo legalizado e não tenho nenhuma ajuda de governo. Infelizmente nosso espaço não comporta mais cães, mas precisamos de doações para manter os que já chegaram aqui", esclareceu Guilherme, lembrando que no Facebook as pessoas podem buscar informações sobre o abrigo e oferecer ajuda.

Ao ver Guilherme, os cães logo abanam o rabinho, demostrando felicidade e bastante energia (vídeo acima). No sítio, eles recebem amor, alimentação e cuidados especiais. São castrados, vermifugados e vacinados. Cada animal divide espaço com mais três e, na maior parte do tempo, ficam soltos e podem até usar uma piscina só para eles.

“Os cães são organizados geralmente um macho e duas ou três fêmeas em cada baia, para não haver brigas. E são soltos com revezamento pra poder correr, se divertir, ir pro lago”, disse Guilherme.


Cada cachorro divide espaço com mais três
(Foto: Reprodução / Inter TV)
A realidade é bem diferente de outros casos encontrados também na Região Serrana do Rio e mostrados pela reportagem da Inter TV.

"O problema é que as pessoas pegam os cachorros como cachorros. Eu não tive filhos, então, eu pego como filhos. Aqui na cidade, a gente tropeça nos animais pelas ruas", lamenta Guilherme.

Os animais só são doados pela entidade após verificação das condições do novo dono, o que é monitorado pelo grupo. Caso o animal esteja em situação imprópria, o dono é obrigado a devolvê-lo ao abrigo, conforme assinado no termo de responsabilidade.

Maus-tratos e abandono
Na terça-feira (1º) 50 cachorros foram resgatados em condições precárias em uma casa no bairro Quarteirão Brasileiro, em Petrópolis. No mesmo dia, dois animais também foram encontrados mortos no local.

Em Teresópolis foram encontrados, no fim do mês de outubro, 64 cachorros na casa de uma idosa de 70 anos, no bairro Posse, junto a ossadas de animais. Eles estavam em péssimas condições de higiene e subnutridos, segundo informações da Polícia Civil. Todos foram levados para lares temporários.

De  acordo com a Coordenadoria de Bem Estar Animal, a denúncia do caso flagrado em Petrópolis na terça-feira (1º) foi feita pelos próprios parentes. A proprietária do imóvel tem 71 anos e foi internada em um hospital da cidade. A fiscalização aponta para um distúrbio psicológico grave: o acúmulo de animais.

A coordenadora Rosana Portugal afirmou que manter animais em condições inadequadas é crime ambiental. O responsável pela guarda pode responder por maus-tratos, mas, em  caso de acumuladores é diferente.
“A linha entre a proteção de animais e a acumulação de animais é muito tênue. Então, as vezes, a pessoa ultrapassa as condições de manter os animais, a nível de higiene e de espaço. Com isso, ela entra num processo patológico que é o caso dessa senhora”, revelou Rosana.

Dos 50 cães encontrados na casa da idosa em Petrópolis, apenas quatro foram recolhidos por duas pessoas. O restante continua no mesmo local aguardando por adoção, já que o município não tem abrigo público para manter animais encontrados em situação de maus-tratos ou abandono.


“Tem uma pessoa na casa responsável por limpar o local e alimentar esses cachorros. O espaço é pequeno para eles e vamos retirá-los gradativamente. Nós não somos a favor de canil municipal porque isso não dá certo. Não teria condições de abrigar tantos cachorros soltos nas ruas”, afirmou Rosana.


Fonte: Portal G1

 

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