» » Líderes islâmicos se reunirão com governo francês por crise do burkini

Mulher islâmica usa um burkini para surfar em praia da Califórnia, nos EUA (Foto: Chris Carlson/AP/Arquivo)


A instância representativa dos muçulmanos da França pediu nesta quarta-feira (24) uma "reunião de emergência" com o governo, num momento de crescente polêmica sobre a proibição em várias cidades do uso do burkini (junção das palavras burca e bikini).
 
O governo francês aceitou receber os representantes muçulmanos na tarde desta quarta.
O Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM) "se preocupa com a reviravolta no debate público" sobre o uso do burkini, indica seu presidente, Anouar Kbibech, em um comunicado.

"Frente ao aumento da estigmatização das mulheres muçulmanas da França", a organização solicita "uma audiência de emergência" com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.


A polêmica
A primeira polêmica por este tipo de vestimenta surgiu na cidade de Marselha, quando um parque aquático cancelou um evento privado para mulheres muçulmanas que usam esta roupa depois que muitas autoridades locais pediram seu cancelamento.

A controvérsia chega num momento sensível para a relação da França com sua população muçulmana, após os dois atentados ligados ao grupo Estado Islâmico (EI) ocorridos no país. Após os ataques, os atos antimuçulmanos se multiplicaram.

O prefeito de Villeneuve-Loubet se referiu aos atentados ao explicar a proibição do burkini para se defender dos que consideram a medida discriminatória, afirmando que com ela pretende "evitar qualquer desordem pública em uma região que foi atingida por ataques" terroristas.

No dia 14 de julho, a cidade vizinha de Nice sofreu um sangrento atentado, no qual um tunisiano com residência francesa lançou um caminhão contra a multidão reunida no passeio marítimo por ocasião da festa nacional e matou 85 pessoas.

Poucos dias depois, em 26 de julho, um padre foi degolado em sua igreja no noroeste da França por dois indivíduos que disseram ser do EI e morreram abatidos pela polícia.

A vestimenta islâmica é um tema controverso na França, onde o véu integral está proibido nos lugares públicos e o hijab (lenço que cobre o cabelo e o pescoço das mulheres) também não está permitido nas escolas ou para os funcionários da administração em seus locais de trabalho.

Apesar disso, não existe nenhuma lei que impeça a pessoa de carregar símbolos ou objetos que demonstrem o pertencimento religioso.


Fonte: Portal G1


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