» » » Ante a “cultura” da fornicação, Arcebispo propõe o seguinte remédio

Dom Héctor Aguer / Arquidiocese de La Plata


Dom Héctor Aguer, Arcebispo de La Plata (Argentina), denunciou que “o vício da fornicação se converteu em algo corriqueiro, comum, insubstancial” e, portanto, é necessário um remédio para enfrentar uma “cultura” que desumaniza as pessoas.

Em um artigo publicado no dia 23 de agosto no jornal argentino ‘El Día’, o Prelado explicou que usa a palavra “vício” para se referir à fornicação, porque o dicionário define o “fornicador” como “aquele que tem o vício de fornicar. Ele ou ela em princípio, embora hoje em dia a ‘igualdade de gênero’ permite outras combinações antinaturais”.

Ante esta realidade, prossegue o Prelado, “o laborioso remédio de uma cultura fornicadora, do desenfreio, ‘akolasía’ como o chama Aristóteles, é a ‘sofrosyne’, a temperança”.

“Para nós, cristãos, a destemperança do incontinente é curada com uma espécie muito concreta da temperança chamada castidade”, explicou.

O também Acadêmico de Número da Academia Nacional de Ciências Morais e Políticas criticou em seu artigo intitulado “A fornicação” que hoje em dia a sexualidade foi banalizada e citou como exemplo dois casos.

Em primeiro lugar se referiu às seções de celebridades onde falam das mulheres que trocam de “namorado” várias vezes por ano; e em segundo lugar, no caso das Olimpíadas Rio 2016, onde o Ministério de Saúde do Brasil enviou à cidade nove milhões de camisinhas, das quais 450 mil estavam destinadas à vila olímpica, onde estavam os esportistas.

“A cultura fornicadora que está sendo estendendo sem nenhum escrúpulo é um sinal de desumanização, não é própria de mulheres e homens segundo sua condição pessoal. Algo de não humano, de animalidade apareceria nesse comportamento”, assegurou o Arcebispo.

Além disso, afirmou que assumindo a realidade biológica e psicológica do ser humano, “é fácil compreender que o ato sexual tem um duplo sentido: é unitivo e procreativo. O gesto da união corporal acompanha, ratifica e incentiva a união das almas”.

Por conseguinte, advertiu que a fornicação converte a sexualidade “em uma ginástica superficial e provisória, própria de casais desiguais, sem o compromisso de toda a vida que integra a expressão sexual no conjunto da convivência matrimonial, com a abertura aos filhos”.

“A banalização que assinalei implica deste modo uma confusão fatal acerca do amor: não é simplesmente uma efusão sentimental, nem apenas uma atração física, mas especial e essencialmente um ato eletivo da vontade”.

“O propriamente humano é que tal decisão eletiva seja para sempre, como sinal de maturidade, preparada em uma educação para o respeito mútuo, a amizade sem fingimento, a disposição a enfrentar juntos – ele e ela – as dificuldades da vida tanto como as grandes alegrias. Assim, tem sentido a união sexual de um homem e uma mulher”, acrescentou.

Do mesmo modo, criticou as consequências pessoais e sociais do concubinato, ou seja, a relação conjugal entre um homem e uma mulher sem estar casados, entre as quais está a “orfandade afetiva de tantas crianças e adolescentes e a quantidade superior de abusos registrados precisamente dentro dessas formas de ‘união’, que não são verdadeiras famílias”.

O problema da generalização das relações sexuais entre os adolescentes, precisou, faz com que não possamos “esperar nada bom” porque cada vez “começa mais cedo a banalização do sexo”.

Por outro lado, Dom Aguer criticou o negócio dos anticoncepcionais, que oculta “a sábia disposição da natureza que ordena na mulher os ritmos de fertilidade”.

“Tudo foi bem feito pelo Criador e o capricho humano se nega a utilizá-lo, brinca com seu prazer”, ressaltou.
Em seguida, mencionou a existência da fornicação “contra natura” que atualmente é avalizada por leis “que destruíram a realidade natural do matrimônio” e que se fundam “na negação do conceito mesmo de natureza e da noção de lei natural”.

“A discriminação dos antidiscriminadores chegou a limites inconcebíveis, como por exemplo o de negar o direito das crianças a serem criadas e educadas por um pai e uma mãe; isto percebemos na adoção de crianças por ‘casamentos igualitários’”, denunciou.

Finalmente, expressou que “o propriamente humano é que a potência sexual e sua atuação se integrem harmoniosamente à riqueza da personalidade e que esse exercício se desenvolva na ordem familiar. Esta é a vitória da virtude”.



Fonte: ACI Digital

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