» » » Cão adestrado ajuda dono cadeirante nas tarefas de casa no interior de SP

José Rubens e o cão Jake em Caçapava (Foto: Camilla Motta/G1)


Para ajudar o dono cadeirante, o cachorro Jake, de dois anos, aprendeu a empurrar a cadeira de rodas, pegar objetos que estão no chão e até levar chave do portão para as visitas. O cão da raça Border Collie começou a ser adestrado pelo próprio dono aos cinco meses de idade em Caçapava, no interior de São Paulo.


O dono José Rubens Pereira, de 46 anos, é adestrador profissional desde os 16. Ele teve paralisia infantil aos oito meses de idade e ficou paraplégico. Ele sempre gostou de animais e encontrou neles um apoio importante - desde criança ele começou a andar a cavalo e começou a trabalhar aos 11 anos, tomando conta de criação de gado.

José Rubens aposta em uma técnica diferente para adestrar. "Eu estava assistindo um programa de TV sobre adestramento de cavalo. Mas eles estavam batendo. Não muito forte, mas judiava do animal. Eu achei que poderia adestrar um cavalo sem judiar e aí comecei. Depois, aos 24 anos, comecei a adestrar cães", contou.

Ele ganhou Jake de presente de um amigo. Segundo Pereira, o adestramento para facilitar o dia a dia dele foi feito sem recompensas. "É só no diálogo. E o principal, com amor. O Jake sempre foi muito companheiro. No começo, eu mostrava o que ele tinha que fazer, sem forçar e ele foi aprendendo. Ele faz o que pedir, ele entende tudo que eu falo. Em troca dou muito carinho", contou o adestrador.

"Eu adestro cães de fora também, mas para fazer tudo que o Jake faz é mais dificil porque é só com a convivência e muita confiança para fazer tudo que ele faz", completou.

Jake também busca o jornal no portão, abraça o dono,  pega a vassoura, abre e fecha portas, coloca qualquer objeto em algum lugar indicado, anda sobre duas patas de frente e de costas.

O animal dorme dentro de casa e quando quer sair avisa o dono. "Quando ele quer fazer as necessidades ele me dá um chacoalhão, se eu não acordar, dá um latido. Aí eu abro a porta e logo ele volta. Toda vez que ele se suja, ele fica perto 'pedindo' para tomar banho. Ele fica de pé, encostado na parede enquanto dou banho nele. Ele adora", afirmou.

Pereira diz que não consegue mais ficar longe do companheiro. "Ele é muito importante, um amigo. Ele facilita muito a minha vida. As coisas que eu tenho dificuldade de fazer sozinho, ele me ajuda e faz por mim. Não consigo viver sem ele", concluiu.


Fonte: Portal G1





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