Jair Alves de Sousa, nasceu em 29/11/1947 na cidade de São Paulo/SP. Cantor e compositor. Filho de operários, aos quatro anos de idade aprendeu algumas canções italianas com a avó materna e dos sete aos nove anos estudou acordeom.

Em 1959 iniciou o aprendizado de canto, freqüentando durante quatro anos os conservatórios de Santo André/SP e São Caetano/SP. Nessa época participou do coral da Associação Cultural e Artística de São Caetano. Sua estréia no rádio, ainda como amador, foi no programa Galera do Nelson, da Rádio Nacional de São Paulo. Em seguida, usando o pseudônimo de Jerry, atuou no programa Ritmos para a Juventude, de Antônio Aguilar.

De 1962 a 1964 foi crooner do conjunto Os Rebeldes, interpretando um repertório de baladas italianas, rocks e canções românticas. Como integrante desse conjunto, iniciou sua carreira na TV Tupi, de São Paulo, e, contratado pela CBS, em 1964 gravou seu primeiro LP, Italianíssimo. Nessa ocasião adotou o nome artístico de Jerry Adriani, estreando também como autor em 1965 com Só a saudade, que gravou em disco da CBS.

A partir de 1964 passou a atuar em rádio e televisão, principalmente na TV Record. Atuou ainda como apresentador nos programas Excelsior a Go-Go (TV Excelsior), Bonzinhos até certo ponto (TV Tupi) e Globo de Ouro (TV Globo). Tem realizado shows em todo o país e já empreendeu viagens ao exterior, exibindo-se na televisão mexicana e em Caracas, Venezuela, em 1972. No ano seguinte, apresentou-se nos E.U.A e no Canadá, participando ainda do festival de Ancón, em Lima, Peru, em 1974. Estreou no cinema como ator em Essa gatinha é minha (produção de Herbert Richers e Jece Valadão, 1966), atuando como produtor associado e astro principal dos filmes Jerry, a grande parada e Em busca do tesouro, de 1967, ambos dirigidos por Carlos Alberto de Sousa Barros.

De 1964 a 1974 gravou cerca de um LP por ano na CBS, totalizando quase 200 canções, entre as quais Querida (Don`t let them Move, de Garret e Howard, versão de Rossini Pinto) e Um Grande amor (I knew right aeay, de Cogan e Foster, versão de Romeu Nunes, de 1965; Ninguém poderá julgar-me (Nesuno mi puoi giudicare, de Panzeri, versão de Nazareno de Brito), do LP Devo tudo a você, de 1966; Quem não quer (Black is Black, de Hayes e Grainger, versão de Rossini Pinto), do LP Vivendo sem você, de 1967; Deve existir por aí (Getúlio Cortes), do LP Esperando você, de 1968; e Doce, doce amor (Raul Seixas e Mauro Mota), do LP Pensa em mim, de 1972.

Faleceu em 23/04/2017 vitima de câncer no pâncreas.


Fonte: www.letras.com.br 

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