» » Desativação do Minhocão e criação de parque será tema de audiência

Fim de domingo no Minhocão (Foto: Ardilhes Moreira/G1)


Uma audiência pública prevista para as 19h de terça-feira (9) vai debater o projeto de lei (PL) 10/2014, que determina a criação do Parque Municipal do Minhocão e prevê a gradativa desativação do Elevado Costa e Silva, no Centro de São Paulo. O tema é polêmico porque dois grupos diferentes de moradores questionam o destino que a via terá após uma eventual restrição definitiva para veículos.

A desativação do Minhocão está prevista no Plano Diretor Estratégico (PDE), sancionado neste semestre pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Um dos artigos do PDE determina que a via elevada seja progressivamente vetada para os carros. Entretanto, o PDE prevê que isso seja feito por lei específica. O PL 10/2014 foi apresentado em fevereiro e pode ser a lei que vai definir o futuro do Minhocão.

O projeto do vereador Aurélio Nomura (PSDB) prevê a imediata criação de um parque. Essa ideia é aprovada por integrantes da Associação Amigos do Parque Minhocão, que buscam assinaturas e apoio.

Entretanto, o grupo reunido pela entidade Veredas, que também faz abaixo-assinado pela aprovação de um substitutivo, quer que, primeiro, seja definido somente o fim da circulação de carros, mas que coloque em discussão se a estrutura será transformada em parque ou demolida.

A audiência sobre o PL do vereador está prevista para ocorrer na Sala Tiradentes da Câmara Municipal de São Paulo, no Centro.

O Minhocão, como ficou conhecida popularmente a via elevada, foi inaugurado há 43 anos.  Atualmente, a via permanece fechado para o tráfego de veículos nos domingos e feriados e durante os dias de semana e sábados, das 21h30 às 6h30.

Integrantes de entidade legalmente constituída chamada Veredas criaram página na internet para obter assinaturas para um abaixo-assinado para que o texto substitutivo seja o votado pelos vereadores.
“A definição sobre o uso futuro do Elevado após seu fechamento para o tráfego precisa ser acompanhada de estudos e análises de impacto socioambiental de cada possibilidade, além de consultas públicas para que haja uma real e ativa participação democrática sobre a decisão", afirma o grupo.

"Não houve tempo hábil para que este determinado assunto seja questionado e estruturado de forma participativa. E, ainda, não é de teor público qual projeto de parque será aplicado na região para que a população mensure os impactos em sua vida cotidiana” justifica o Veredas.

Para a definição do que será feito com o elevado, o Veredas pede que sejam feitas consultas públicas “para discutir os reais impactos sobre os diferentes uso futuro” e assim possibilitar que “a população seja melhor informada sobre as mudanças que acontecerão em seu bairro”.

Já no entender dos autores do projeto de lei, os próprios moradores da região “apontaram um caminho natural e salutar ao organizar diversas atividades nos períodos em que o Elevado permanece fechado ao tráfego motorizado, transformando a fonte de problemas em um espaço público resignificado e reocupado pela comunidade como espaço de interação social, lazer e atividade física”, justificando-se assim a criação do Parque do Minhocão.



Fonte: Portal G1

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