» » Rapaz suspeito de chamar mulheres de 'macacas' e 'chitas' é preso


Duas mulheres afirmam que foram ofendidas
em Piracicaba (Foto: Thomaz Fernandes/G1)
Um metalúrgico de 29 anos foi preso em flagrante depois de xingar duas jovens de "macacas" e "chitas" pela janela do ônibus que o transportava ao trabalho no final da tarde desta terça-feira (27), em Piracicaba (SP). As vítimas estavam na porta de uma creche municipal, no Centro, e aguardavam a saída dos filhos quando o suspeito colocou o rosto para fora do coletivo e as ofendeu. Ele ainda as chamou de "Bosque" (suposta referência ao bairro Bosques do Lenheiro, que fica na periferia da cidade).

Guardas municipais (GMs) que faziam a segurança da creche ouviram as ofensas, pararam o ônibus e levaram o metalúrgico para a delegacia. O boletim de ocorrência não foi registrado pelo crime de racismo. A delegada responsável, procurada nesta manhã de quarta-feira (28), disse apenas que não poderia falar com a reportagem sobre o caso.

De acordo com o guarda Diego Cordasso, que fez o flagrante com o GM Marcos Vieira, as vítimas das ofensas relataram que os xingamentos eram praticamente diários. "Elas disseram que o ônibus passa sempre no mesmo horário e que o rapaz as ofende chamando de 'macaca' e 'chita' e todos no veículo riem. Dessa vez, nós ouvimos e o abordamos", disse Cordasso.

Boletim de ocorrência foi registrado no plantão da Polícia Civil (Foto: Araripe Castilho/G1)
Metalúrgico foi detido após flagrante e levado
para a delegacia (Foto: Araripe Castilho/G1)
Uma das jovens é estagiária e tem 16 anos; a outra é uma dona de casa de 20 anos. "Ele nos ofende há mais ou menos um mês. Não só com racismo, mas com todos os tipos de ofensa. E não apenas nós, mas o porteiro da creche e outros pais. Os outros passageiros do ônibus riem, mas só ele põe a cara para fora da janela para xingar", disse uma das jovens.

Registro como injúria
Na delegacia, a ocorrência foi registrada como injúria e não como racismo. O rapaz pagou fiança de R$ 800 e foi liberado. O suspeito negou à Polícia Civil ter feito ofensas pela janela do ônibus e admitiu apenas ter discutido com uma das acusadoras, que o teria ofendido.

O metalúrgico foi procurado por telefone, mas não foi encontrado na manhã desta quarta pela reportagem para falar sobre o assunto. O caso será encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Piracicaba.


Fonte: Portal G1

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