» » » Médicos de Rio Preto fazem transplante de células tronco inédito


Gisele Hidalgo passou pela cirurgia inédita e hoje se recupera bem (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Médicos de São José do Rio Preto (SP) realizaram uma cirurgia inédita no Brasil: o primeiro transplante de células tronco em uma paciente que sofre com uma doença grave, que não tem cura. O sucesso do procedimento abre precedentes para que mais pessoas sejam beneficiadas por essa inovação na medicina.
Há quatro anos a dona de casa Gisele Hidalgo foi diagnosticada com a doença de Crohn. A jovem que sempre foi saudável começou a sentir dores fortes, perdeu peso e teve que abandonar o trabalho. “No começo trabalhei bem doente, mas era impossível suportar a dor, até em casa era difícil lavar um copo, eu não tinha expectativa de vida”, afirma Gisele.

A doença inflamatória que Gisele teve é muito grave e afeta o aparelho digestivo, principalmente o intestino grosso e o delgado. Na maioria dos casos, o uso de medicação é a primeira opção de tratamento. A dona de casa tomou vários remédios, até que nenhum deles fazia mais efeito. O médico Roberto Luiz Kaiser Júnior, que cuida dela, então propôs uma alternativa. “Não tínhamos mais outra opção de tratamento, foi quando conversamos com o doutor Milton e acabamos tendo a ideia de fazer o transplante na Gisele”, diz Kaiser Júnior.


O hematologista, especialista em transplante de medula óssea, Milton Ruiz foi o médico responsável pelo procedimento. “Essas células são manipuladas e depois de uso de alguns medicamentos que reduzem a defesa da paciente você recoloca essas células”, explica o hematologista.

Foi em um hospital de Rio Preto que os médicos fizeram a cirurgia, inédita no Brasil. Até então, o transplante de medula óssea nunca havia sido realizado em pacientes com a doença de Crohn. O procedimento já é comum nos Estados Unidos e agora pode se tornar esperança para brasileiros que sofrem com a doença e não respondem mais ao tratamento com medicação.

Oito meses depois da operação, Gisele leva uma vida normal, ganhou peso, consegue cuidar das tarefas domésticas e retomou projetos que estavam parados há bastante tempo. “Me sinto muito bem, consigo fazer todas as minhas atividades, não tinha vida social, profissional e agora consigo fazer tudo”, afirma.

Mas para conseguir tudo isso não foi nada fácil, ela teve que entrar na Justiça para que o plano de saúde fosse obrigado a pagar os custos do transplante. Como esse tipo de procedimento ainda é novidade para pacientes com a doença de Crohn, por enquanto no Brasil, nem o SUS, nem convênios particulares cobrem a cirurgia.

O estudante Igor Spegiorin tem a doença de Crohn e depois de uma fase crítica, hoje ele leva vida normal. Faz tratamento com remédios e ficou muito feliz em saber que já existe outra possibilidade para pessoas que sofrem com esse problema. “Ainda bem se não fosse assim é difícil conviver com a dor, não dá para viver não”, diz Igor.


Fonte: Portal G1

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