» » » » » Conheça os Programas Sertanejos Que fizeram história no SBT

LP Sertanejo 89 - Copacabana SBT
A música sertaneja sempre teve seus adeptos. E seu apelo característico de música popular vem de muito antes do SBT ser criado. Em cada década existiam os artistas próprios, sendo que alguns conseguiam se sustentar e outros simplesmente desapareciam. Ao longo do tempo também foram criados vários sub-estilos da música sertanejo, como o sertanejo de raiz, o sertanejo romântico e etc
Apesar dessas características populares e de se adequar através dos tempos, o ritmo sofria preconceito, justamente por sua característica popular (aliás, uma triste coincidência com o SBT dos anos 80). A dupla, que é considerada peça fundamental para diminuir esse nariz torcido da crítica para o sertanejo, também foi a responsável pelo pontapé inicial da música sertaneja de maneira efetiva na grade do SBT. Trata-se de Chitãozinho e Xororó.
 
Programa Chitãozinho e Xororó recebe Nhá Barbina
 
Sucesso desde o início da década de 80 (apesar da carreira ter começado antes), a aposta do SBT em um programa com a dupla foi bem despretenciosa. Colocados nas manhãs de domingo, em 05/10/1986, para esquentar o horário para o Programa Silvio Santos entrar no ar, o programa não só rendeu audiência e repercussão, como incentivou a emissora a investir cada vez mais no ritmo.
 
 Mauro Zukerman e Christina Rocha no comando do Musicamp, em 1986
 
 
Um mês depois da estreia de Chitão e Xororó, outra atração sertaneja era colocada no ar, só que ocupando dessa vez a grade noturna do SBT. Tratava-se do Musicamp, com Mauro Zukerman e Christina Rocha (Também foi apresentado por Wagner Montes e Christina Rocha) e direção de Homero Salles. Além de apresentação de cantores sertanejos, eram exibidos videoclipes de cantores desse ritmo além de matérias pelo interiorzão do Brasil.
LP Musicamp SBT Continetal
 
Enquanto o Musicamp ficava no ar, as manhãs de domingo do SBT enfrentava uma verdadeira efervescência musical caipira. Entre 1986 e 1990, passaram os seguintes cantores/duplas com programas nessa faixa da programação: Chitãozinho e Xororó, Irídio e Irineu, Milionário e José Rico, João Mineiro e Marciano, Gilberto e Gilmar, Tonico e Tinoco, Bob e Robinson e Inezita Barroso. Agradavam tanto que em determinado momento do final dos anos 80 e 1990, existiam 3 programas simultâneos no horário matutino dominicial, de cerca de 30 minutos cada. João Mineiro e Marciano foi um dos que mais durou e Bob e Robinson durou apenas 2 semanas no ar.
 
Também nesse período, em 1989, entrava no ar o Empório Brasil, com apresentação de Rolando Boldrin. Boldrin foi o criador do “Som Brasil”, na Globo e depois apresentou o “Empório Brasileiro”, na Bandeirantes. Aproveitando elementos dessas duas atrações, o Empório Brasil surgia, com muitos causos, humor e música caipira/sertaneja da boa. Até hoje ele se mantém na ativa, com o Sr. Brasil, na TV Cultura, alcançando índices bastantes satisfatórios por lá.
Gugu no Sabadão Sertanejo
 
Em 1991, veio talvez a principal investida no setor: a criação do Sabadão Sertanejo, com Gugu Liberato. Figurinhas marcantes como Beth Guzzo, Dalvan, Matogrosso e Matias, Marcelo Aguiar, Marcelo Augusto, Maurício e Mauri, As Marcianas, Irmãs Galvão, Sula Miranda, Roberta Miranda, além das tradicionais duplas sertanejas que despontavam sempre batiam ponto lá. Aos poucos, o “Sertanejo” foi sendo deixado de lado para abrigar outros ritmos e virou apenas Sabadão.
 
No mesmo ano de 1991, logo após o Sabadão Sertanejo e o Viva a Noite, entrava no ar o 2º Festival Rímula de Música Regional, evento patrocinado pela Shell e Bamerindus, que justamente visava premiar a melhor música regional, que em 99% dos casos correspondiam a ritmos sertanejos. No LP lançado após o Festival, esteve, dentre outras, a música “Pense em Mim”, grande sucesso do início da carreira da dupla Leandro e Leonardo.
Já em 1992, chegava ao SBT mais um cantor sertanejo para dar nome a uma atração para esse público. Cantor não, cantora. Surgia o Programa Sula Miranda. A ideia era praticamente a mesma dos especiais de domingo pela manhã, atraindo também entrevistas e homenagens, num formato mais talk-show da rainha dos caminhoneiros.
O formidável apreço pela música sertaneja no final da década de 80 e início dos anos 90, veio a desaguar no Troféu Imprensa. Por lá foram criadas as categorias de “Melhor programa sertanejo” (1988-1995), “Melhor cantor ou cantora sertaneja” (1992-1993) e “Melhor dupla sertaneja” (1992-1995 e 2011-2012).
Em 1994, até para cobrir a diminuição do sertanejo do Sabadão, trataram de colocar um terceiro programa para Gugu na grade: era o Paradão Sertanejo, uma versão de Globo de Ouro com as músicas desse ritmo que estavam tocando muito na época. Aliás, esse era pra ser o nome do Sabadão, mas foi trocado pouco antes da estreia. O “Paradão” durou pouquíssimo tempo da grade, saindo no início de 1995.
No último dia de 1994 também viria um especial com a dupla Leandro e Leonardo cantando diversos sucessos de sua carreira, a exemplo do que haviam feito dois anos antes na Globo.
Somente em 1998 o SBT retomaria essa característica de programas voltados ao universo sertanejo e foi logo com um dos principais nomes da área: Sérgio Reis. Recém saído da Manchete, o cantor, ator e apresentador trouxe a mesma atração e o mesmo nome – Sérgio Reis: Do Tamanho do Brasil – que era uma produção independente. Nela, como em todas as outras, a música sertaneja tinha bastante destaque, além de entrevistas e muito papo caipiresco. E pra manter a tradição dos cantores apresentadores na emissora: também foi ao ar no domingo pela manhã, por volta das 11 horas.
A partir daí, o SBT viveu um verdadeiro período de abstinência sertaneja, restringido principalmente a musicais nos programas de auditório de Hebe, Silvio Santos, Gugu, Serginho Groisman, Jô Soares...
  
LP lançado com as músicas do Festival Rímula, exibido pelo SBT


Passaram-se os anos e o musical sertanejo ganhou um novo fôlego na grade, com o Uma Hora de Sucesso, em 2008, que, especialmente a mim, deixou muitas saudades. Um cantor ou dupla cantava sem playback, com banda, e reunia sempre amigos e convidados para fazer como se fosse em um show seu de verdade. Coube a uma dupla sertaneja abrir a série de programas especiais, que eram exibidos no primeiro sábado de cada mês: Zezé di Camargo e Luciano. Aliás, a ideia da atração surgiu exatamente de uma conversa de bastidores entre o cantor Zezé e Roberto Manzoni (o Magrão), então diretor do Programa Silvio Santos. Os cantores Daniel, Leonardo (por 2 vezes), João Bosco e Vinicius, Edson e Hudson, Victor e Léo, Bruno e Marrone e César Menotti e Fabiano também ganharam programas especiais todinhos seus.
 
 
 José Eustáquio Lopes de Faria Júnior (@juniorpitangui)
 
 
 

Sobre Nós

A Associação Fonte de Água Viva trabalha na construção de um mundo melhor. Através dos meios de comunicação levamos o amor a paz até os corações nos quatro cantos do Brasil e do mundo.
«
Next
Postagem mais recente
»
Previous
Postagem mais antiga

Nenhum comentário:

Deixe Seu Comentário

Deixe seu comentário, lembrando que este deverá ser aprovado para ser publicado no site.
Não serão aceitos comentários com spam, propagandas, palavrões e etc.

Anti Drogas

Vídeo Previsão do Tempo

Recados

Agenda: Shows e Eventos

Curta Nossa Página