» » » » » » Lista tem games que se tornaram filmes, mesmo com 'maldição'

Aaron Paul vive o protagonista Tobey Marshall
em 'Need for speed - O filme' (Foto: Divulgação)
 Filmes baseados em jogos de videogame sofrem uma espécie de maldição: não são bons e tampouco retratam o que é visto quando os jogadores estão no comando. O resultado disso é que as produções são decepcionantes. Não só para os fãs.
"Need for Speed", baseado no jogo de corrida homônimo que estreou no Brasil em 13 de março, é o novo candidato a desafiar essa maldição. Aaron Paul, ator da série "Breaking Bad", está acompanhado por carros caríssimos de marcas como Ferrari, McLaren e Bugatti. Até agora, o longa faturou quase US$ 100 milhões. O filme custou por volta de US$ 66 milhões, segundo o portal IMDb, mas há gastos com promoção que não estão nesta conta. Em jornais, sites e revistas, há mais críticas negativas do que positivas. Outros games tentaram se aventurar no cinema e a maioria não se deu bem.


Conheça os principais jogos de videogame que se tornaram filmes:
"Super Mario Bros." (1993)

Os irmãos Mario de 'Super Mario Bros.' no filme (à esq,) e no último game (à dir.) (Foto: Divulgação/Nintendo/Hollywood Pictures)
Os irmãos Mario de 'Super Mario Bros.' no filme (à esq,) e no último game (à dir.) (Foto: Divulgação/Nintendo/Hollywood Pictures)


O filme era a esperança dos fãs de ter um filme com Mario, Luigi, Princesa Peach, Toad, Bowser e outros personagens, mas optou por um roteiro bizarro que coloca os encanadores do Brooklyn em uma dimensão paralela onde os dinossauros não foram extintos e evoluíram como os seres humanos. Com Bob Hoskins ("Uma Cilada para Roger Rabbit") como Mario Mario e John Leguizamo ("Spawn") como Luigi Mario, eles se metem em confusões para salvar a princesa Peach de Bowser (no filme chamado de Rei Koopa) e, por conta disso, atravessam dimensões.

O filme optou por um visual mais realista, bem diferente dos games coloridos criados pela Nintendo. Os irmãos Mario só colocam roupas parecidas com as dos jogos mais para o final da história. Eles conseguem saltar grandes alturas e distâncias. Enfrentam goombas e outros seres de Dinohattan, a cidade onde vivem os evoluídos dos dinossauros. O filme era bem ruim e estreou uma semana antes de "Jurassic Park". Faturou só US$ 20 milhões.


"Double Dragon" (1994)

Game 'Double Dragon' em seu filme (à esq.) e no fliperama (à dir.) (Foto: Divulgação/Tecmo/Gramercy Pictures)
Game 'Double Dragon' em seu filme (à esq.) e no fliperama (à dir.) (Foto: Divulgação/Tecmo/Gramercy Pictures)


 O clássico game do gênero "beat 'em up" – em que os jogadores percorrem cenários enfrentando inimigos com socos e chutes como em "Street of Rage" e "Final Fight" – ganhou um filme que não foi tão ruim quanto o dos irmãos Mario, mas que não fez muito sucesso.

O enredo segue mais ou menos o do jogo: em um mundo pós-apocalíptico (no game, uma bomba atômica devastou Nova York; no filme, um terremoto acabou com Los Angeles), gangues brigam nas ruas em disputas de territórios. E os irmãos Billy, Jimmy e Lee devem proteger um medalhão chinês que pode dar poderes ao seu dono – no game "Double Dragon", eles devem salvar a namorada de Billy, que foi sequestrada.

A produção parece barata e os atores que interpretam os heróis, Mark Dacascos (Jimmy) e Scott Wolf (Billy), não convenceram críticos e fãs. O filme um relativo sucesso quando foi lançado nas locadoras, atraindo crianças e jovens que gostavam dos games.


"Street Fighter" (1994)

Filme de Street Fighter (à esq.) com o game clássico (Foto: Divulgação/Capcom/Universal Pictures)
Filme de Street Fighter (à esq.) e o game clássico (à dir.) (Foto: Divulgação/Capcom/Universal Pictures)


 Há quem goste e há quem odeie o filme do game de luta mais popular do mundo. Inegável é o fato de que ele foi uma superprodução com atores como Jean-Claude Van Damme (Guile) e Raul Julia (o vilão M. Bison).

Atuações caricatas demais, roupas que não combinavam com o filme – principalmente a de M. Bison – e um enredo muito diferente do visto nos games fizeram com que os fãs torcessem o nariz. Chun-Li era uma repórter de TV, E. Honda um cinegrafista e Blanka virou um monstro após uma experiência feita por Dhalsim. Enfim, nada a ver com o jogo. A cantora Kyle Minogue fez uma ponta no filme interpretando Cammy.

Talvez o principal problema de o filme ter fugido do que era visto nos games foi a estreia do roteirista e diretor, Steven de Souza, na direção, apesar de ter tido muito sucesso no roteiro de filmes como "48 Horas" e "Duro de Matar". Entretanto, o filme de "Street Fighter" teve relativo sucesso comercial, arrecadando mais de US$ 99 milhões.

Há elementos que lembram os games: Ryu dispara um discreto hadouken, Ken solta um shoryuken e Guile dá seu famoso "facão" em M. Bison. E ainda, na última cena, todos os personagens fazem as mesmas poses de vitória das batalhas nos games.


"Mortal Kombat" (1995)

Cena de Liu Kang no filme, intepretado por Robin Shou, e no jogo 'Mortal Kombat II' (Foto: Divulgação/IMBD/Netherrealm)
Cena de Liu Kang no filme, intepretado por Robin Shou, e no jogo 'Mortal Kombat II' (Foto: Divulgação/IMBD/Netherrealm)


 Considerado um dos melhores filmes baseados em games, o triunfo da produção de "Mortal Kombat" está no fato de o roteiro, os cenários e os atores não fugirem do que foi visto no jogo de luta. A história e seus personagens eram os mesmos e até o monstro Goro, um dos chefes finais, aparecia com seus quatro braços.
No filme, lutadores do mundo todo eram convocados para um torneio interdimensional chamado Mortal Kombat. Caso os lutadores de Outworld vencessem o campeonato de luta mortal dez vezes, o vilão Shao Khan teria o direito de governar a Terra. Com isso, o deus Raiden (interpretado por Christopher Lambert, famoso pelo papel em "Highlander") convoca Liu Kang, Johnny Cage e Sonya Blade para defender o planeta no torneio e impedir o domínio do mal. A tentativa dos produtores era encontrar intérpretes parecidos com o visual do game, que usava imagens captadas de atores reais.

Os efeitos especiais, principalmente nos golpes dos personagens – a lança de Scorpion surpreendeu os fãs ao perseguir Johnny Cage – eram bem feitos. A direção foi de Paul Anderson, que depois trabalharia nos filmes baseados em "Resident Evil", além de "AVP: Aliens Vs. Predador" e o recente "Pompeia". A música tema do filme fez bastante sucesso na época (escute aqui).

"Mortal Kombat" ainda teve a sequência "Mortal Kombat: Aniquilação", em 1997.


"Tomb Raider" (2001)

Angelina Jolie é Lara Croft; capa de game de Game By Advance de 2001 mostra visual da heróina dos games na época de lançamento do filme (Foto: Divulgação/IMDB/Eidos)
Angelina Jolie é Lara Croft; capa de game de Game Boy Advance de 2001 mostra visual da heróina dos games na época de lançamento do filme (Foto: Divulgação/IMDB/Eidos)


 O fardo de representar a heroína Lara Croft, que em 2001 estava no auge da sua popularidade nos games, coube à Angelina Jolie. Embora sua beleza fosse o destaque, a atuação que forçava um sotaque britânico e as cenas de ação não agradaram, embora o filme tenha obtido sucesso comercial.

Na película, assim como nos games lançados na década de 1990, Lara viaja pelo mundo enfrentando inimigos em busca de relíquias antigas. Ela deve desvendar segredos de seu pai morto para encontrar os pedaços do Triângulo de Luz, um artefato que pode alterar o tempo. A busca fica mais interessante quando a exploradora precisa conseguir o dispositivo antes dos Iluminati, sociedade secreta que quer dominar o mundo.

Uma curiosidade é que a atriz Demi Moore era a mais cotada para interpretar Lara Croft. Daniel Craig, o atual 007 do cinema, fez um papel secundário na produção e Jon Voight, pai de Angelina na vida real, interpretou o pai de Lara, Richard Croft.

O filme teve ainda uma continuação em 2003, "Tomb Raider: The Cradle of Life", mas não obteve o mesmo sucesso.


"Resident Evil" (2002)

'Resident Evil', o filme (à esq.) em contraste com cena do primeiro game da série de 1996 (Foto: Divulgação/IMDB/Capcom)
O filme 'Resident Evil' (à esq.) em contraste com cena do primeiro game da série, de 1996 (Foto: Divulgação/IMDB/Capcom)


A série de games do gênero horror de sobrevivência foi lançada em 1996 para o primeiro PlayStation e em 2002 virou um filme com as atrizes Milla Jovovich e Michelle Rodriguez como protagonistas.

O roteiro segue mais ou menos o do jogo, com exceção da personagem de Milla, Alice, inédita na série. Alice acorda sem memória em uma mansão localizada em Racoon City. Logo, ela se vê em meio a uma batalha entre a grande corporação Umbrella, que criou um vírus capaz de transformar os humanos em zumbis, e grupos que querem impedir a disseminação da doença. Alice descobriria nos filmes seguintes que fez parte de uma experiência da Umbrella que lhe garantiu habilidades únicas.

Milla disse em 2013 que gostaria de aparecer em um próximo game "Resident Evil", já que Alice nunca fez parte dos jogos. Personagens conhecidos dos fãs – como Jill Valentine, Chris Redfield e Barry Burton – fazem pequenas participações nos filmes, que são centrados em Alice.

Depois da produção de 2002, a série teve quatro sequências: "Resident Evil 2: Apocalipse" (2004), "Resident Evil 3: A Extinção" (2007), "Resident Evil 4: Recomeço" (2010) e "Resident Evil 5: Retribuição" (2012). O filme "Resident Evil 6" tem previsão de lançamento para 2015.


"Final Fantasy" (2001)

'Final Fantasy' o filme (à esq.) e Tidus e Yuna, personagens de 'Final Fantasy X' (à dir.) (Foto: Divulgação/Columbia Pictures/Square Enix)
'Final Fantasy', o filme (à esq.), e Tidus e Yuna, personagens de 'Final Fantasy X' (à dir.) (Foto: Divulgação/Columbia Pictures/Square Enix)


 Muito se falou sobre o filme em computação gráfica de "Final Fantasy", criado internamente pela Square Enix (desenvolvedora da série de RPG), por conta do visual realista de seus personagens e cenários. Falava-se até na substituição dos atores reais por outros criados digitalmente, o que não chegou a acontecer. Mas a tecnologia do filme permitiu que seres digitais interagissem com atores em filmes lançados nos anos seguintes.

Mas o problema dos personagens de "Final Fantasy: The Spirits Within" é que eles não pareciam ter vida, além de movimentos mais duros do que os heróis dos videogames. A dublagem dos atores, com destaque para Alec Baldwin como o capitão Gray Edwards, também não convenceu. Mas a principal falha foi o filme não ter retratado elementos conhecidos da série, como as magias, as invocações e as batalhas.

Anos depois, a Square Enix se retratou e lançou o filme "Final Fantasy VII: Advent Children", que conta a história após o game de mesmo nome lançado em 1997, trazendo personagens, características e locais conhecidos dos fãs.


"Prince of Persia" (2010)

Pôster do filme baseado em 'Prince of Persia' e o game de mesmo nome (à dir.) (Foto: Divulgação/IMDB/Ubisoft)
Pôster do filme baseado em 'Prince of Persia (à esq.); e o game de mesmo nome (à dir.) (Foto: Divulgação/Ubisoft)
 

Com produção da Disney e direção de Mike Newell, que já tinha comandado filmes como "O Sorriso de Mona Lisa", "Harry Potter e o Cálice de Fogo" e "Donnie Brasco", "Prince of Persia: As Areias do Tempo" tinha tudo para ser o melhor filme baseado em games já feito. Ainda mais por ter pego emprestado a história do título de mesmo nome, "The Sands of Time" ("As areias do tempo"), considerado um dos melhores da franquia, a expectativa entre os fãs era alta. Mas não foi o que aconteceu.

No filme e no game, a história gira em torno de uma adaga que usa as areias mágicas em seu interior para voltar no tempo. Jake Gyllenhaal até se esforça em ser carismático como o personagem principal Dastan e usa o objeto para enfrentar os adversários. O roteiro, que foi reescrito diversas vezes pelo criador da série de PC, Jordan Mechner, foi outro problema do filme, que abusava dos efeitos especiais.

Além dos filmes citados, há menções honrosas para outras adaptações de games, como "Tekken", "The King of Fighters", "Bloodrayne", "Max Payne", "Hitman", "Silent Hill", "Doom", "Wing Commander", "House of the Dead", "Alone in the Dark", "DOA: Dead or Alive", "Postal" e "Far Cry".


Fonte: Portal G1

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