» » » Relação com Loki domina trama de 'Thor: o mundo sombrio'

Loki (Tom Hiddleston) e Thor (Chris Hemsworth) em cena de 'Thor: o mundo sombrio' (Foto: Divulgação)


Loki (Tom Hiddleston) se tornou um trunfo, mas também um problema para a Marvel, especialmente quando se trata diretamente do universo de Asgard. Afinal, embora “Thor: o mundo sombrio”, que estreia na próxima sexta (1), mostre uma nítida evolução em relação ao filme anterior, evidencia também que o padrão estabelecido por Hiddleston vai dificultar a vida de qualquer outro vilão que se meta com Thor (Chris Hemsworth). Clique aqui para assistir ao trailer.

Malekith é justamente o ponto mais fraco do filme, e nem por culpa do ator Christopher Eccleston. A questão é que o líder dos elfos negros, que pretende espalhar as trevas pelos nove reinos e é despertado acidentalmente por Jane Foster (Natalie Portman), simplesmente não assusta, não impressiona e não tem carisma. No final das contas, é apenas um instrumento para que a ação aconteça, para que Thor tenha contra quem lutar e, principalmente, para justificar o desenvolvimento da relação entre o deus do trovão e seu sedutor e traidor irmão, isso sim o ponto chave do roteiro.
Malekith (Christopher Eccleston) em cena de 'Thor: o mundo sombrio' (Foto: Divulgação)
Malekith (Christopher Eccleston) em cena de 'Thor:
o mundo sombrio' (Foto: Divulgação)

Meses antes de a sequência ser lançada, a Marvel admitiu que, em meio a refilmagens de rotina, haviam sido criadas sequências extras para garantir uma participação maior de Loki na trama. Assistindo ao resultado final, é bem fácil entender e aprovar a decisão. Mais do que exibir Thor lutando bravamente para salvar a Terra, Asgard e todos os outros reinos e, ao longo desse processo, mais uma vez convencer Odin (Anthony Hopkins) de que é digno do trono – algo mais do que esperado, embora renda competentes cenas de ação, que o diretor Alan Taylor parece ter aprendido bem a fazer ao dirigir episódios de “Game of thrones” – “Thor: o mundo sombrio” lida com o destino do vilão após ele ter sido derrotado em “Os vingadores”.

A ação começa imediatamente após os acontecimentos finais da reunião dos super-heróis, com Loki sendo trazido a Asgard por Thor e condenado por Odin a passar o resto de seus dias em uma masmorra, onde tenta manter a pose, embora seja desmascarado pelo irmão (ou se deixe ser) quando uma tragédia revela seus últimos traços de humanidade. E, quando esse mesmo acontecimento faz com que se os dois se aliem – e se mostrem muito mais parecidos do que se poderia supor – Loki tem a chance ideal de demonstrar o quanto é um personagem complexo e surpreendente (e do quanto Hiddleston é talentoso ao transmitir tudo isso de forma convincente).

Thor (Christopher Hemsworth) e Odin (Anthony Hopkins) em cena de 'Thor: o mundo sombrio' (Foto: Divulgação)
Thor (Christopher Hemsworth) e Odin (Anthony
Hopkins) em cena de 'Thor: o mundo sombrio' (Foto:
Divulgação)
Mas, se a trama tem seu foco nos dois irmãos, isso não significa que os coadjuvantes sejam subestimados. Pelo contrário, já que diversos personagens ganham uma importância bem maior desta vez, com destaque para Frigga (Rene Russo), que tem papel fundamental no desenvolvimento da história e ainda mostra do que é capaz com uma espada na mão, e para Darcy. A estagiária de Jane Foster, merecidamente, ganhou seu próprio coadjuvante, literalmente um estagiário para ajudar Kat Dennings a mostrar o quanto é espontaneamente divertida. Afinal, uma personagem que nunca diz ou faz nada que não seja uma piada poderia ser um gigantesco equívoco em mãos erradas. E a prova de que fazer humor não é assim tão simples aparece bem ao lado: a supostamente engraçada “maluquice” do cientista Erik Selvig (Stellan Skarsgard) não funciona.

Quanto à produção em si, é bastante nítido que há muito mais dinheiro investido e o quanto o “padrão Marvel” subiu em apenas dois anos. Até a maquiagem de Loki é melhor, a barba de Thor parece mais natural e as atrizes estão ainda mais bonitas. A questão do padrão, no entanto, tem seu lado negativo. Isso aparece, por exemplo, no excesso de cenas de batalhas com naves espaciais e na destruição de parte de Londres, que, embora tenha proporções bem menores, remete a sequências de “Os vingadores”. Mesmo que não cheguem a comprometer o filme, esses detalhes levantam um questionamento sobre até que ponto existe o risco de os filmes do estúdio começarem a ficar meio parecidos demais em alguns aspectos.


Thor (Chris Hemsworth) em cena de 'Thor: o mundo sombrio' (Foto: Divulgação)
Thor (Chris Hemsworth) em cena de 'Thor: o mundo sombrio' (Foto: Divulgação)



Por fim, um detalhe importante: mantendo a tradição, é recomendável esperar até o final dos créditos para assistir a cenas extras. A primeira, logo após o final do filme, revela um personagem de “Guardiões da galáxia”, que estreia em agosto de 2014. A segunda, depois de todos os créditos, faz uma gracinha, mas também mostra algo que pode ser relevante quando Thor reaparecer em “Os vingadores 2 – a era de Ultron”, em maio de 2015.


Fonte: portal G1

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