» » » The Flash, o Homem Mais Rápido do Mundo

Este foi o segundo super-herói a receber o nome de “Flash”. O “Homem Mais Rápido do Mundo”, como é também chamado, foi criado 16 anos após a primeira versão (dos anos 40), desta vez pelas mãos de outros autores. Sua estréia, na revista “Showcase” n° 4, em 1956 (a data da capa é outubro, mas é provável que tenha chegado às bancas americanas antes), marcou o início da chamada “Era de Prata” das HQs, quando parte dos personagens da editora DC foram reinventados a partir do zero, na época certa e no momento certo, como se nada tivesse existido antes. Na trama, o funcionário da polícia científica Barry Allen sofre acidente eletro-químico causado por um raio, sendo banhado por produtos de seu laboratório forense. O acidente fez que ele, assim como o Flash original (Jay Garrick), fosse capaz de acessar e canalizar o poder vindo do “Campo de Velocidade”, sendo, a partir desse momento, capaz de correr em velocidades altíssimas. Allen, claro, decidiu se tornar um super-herói. Chamando a si mesmo de “Flash”, vestiu uma máscara e um traje vermelho, passando a patrulhar Central City.

Com a boa aceitação do novo herói, não só os antigos fãs voltaram como toda uma nova geração de leitores passou a comprar os gibis das outras recriações da DC. Por fim, a coroação desse esforço todo veio com a reunião dos novos heróis na “Liga da Justiça”, título que trazia, numa só aventura, cinco deles. Além de Flash estavam lá Ajax, o Marciano, Lanterna Verde (Hal Jordan), Aquaman e a nova Canário Negro.



Allen se tornaria um herói muito popular. Seu sobrinho, Wally West, viria a se tornar Kid Flash, após passar por acidente semelhante a de seu tio. Allen também descobriria que seu herói de infância (Garrick) realmente existia, mas em outra dimensão. Isso, mais tarde, levaria a criação de diversos universos paralelos na DC, cada um com seus próprios super-heróis. Para você ter uma idéia, imagine que existiam vários “Superman” diferentes, cada um numa dimensão. Existia o Superman da “Era de Ouro” (anos 30/40), que havia envelhecido, o Superman jovem, que ainda namorava a repórter Lois Lane, o Superman vilão, e por aí vai...

Tentando simplificar seu universo, a DC lançou “Crise nas Infinitas Terras”, série em 12 edições que propunha que muitos dos personagens da DC fossem descartados, pois eram considerados redundantes ou fonte de constrangimento para o rendimento dos autores. O roteirista Marv Wolfman, o editor Bob Greenberger e outros colaboradores fizeram uma lista daqueles que deveriam morrer ou sofrer mudanças e a apresentaram à editora-chefe, Jenette Kahn. Para surpresa de Wolfman, o nome de Flash (Allen) apareceu. “Não sei quem o botou na lista, mas achava que sua morte não seria aprovada, exatamente por ser ele o primeiro herói da Era de Prata. Mas eles aprovaram”, relembra Wolfman. Assim, Flash, que fora para o futuro (onde encontrara a esposa e se aposentara para cuidar dos filhos gêmeos), tentava avisar os heróis do perigo da onda antimatéria, mas acaba raptado por dois supervilões, Antimonitor e Pirata Psíquico, por ser o único que conseguia viajar pelo multiverso. O herói consegue se libertar e se sacrifica no final, para acabar com o canhão de antimatéria do Antimonitor.

Após “Crise”, o universo da DC foi novamente “resetado”, ou seja, não existiam mais as inúmeras Terras e dimensões. Muitos heróis ganharam novas origens, mas Allen continuou “existindo”, com seu manto sendo passado para Wally, que se tornou o novo Flash.

Numas daquelas parábolas temporais, Allen, enquanto corria em volta do canhão, viajou no tempo e, de acordo com “Secret Origins Annual” n° 2 (1988), foi transformado em eletricidade, tornando-se o próprio raio que o atingiu o seu laboratório em 1956. Allen, afinal, retornou em “DC Universe” n° 0 e “Crise Final” n° 2. A explicação veio em “Flash Rebirth”: Professor Zoom (um antigo supervilão) criou uma Força de Aceleração Negativa que trouxe Allen de volta para o mundo dos vivos.


Fonte: www.guiadosquadrinhos.com

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